Depois de duas semanas marcadas por belas celebrações, voltamos ao ritmo do Tempo Comum e ouvimos Jesus falar sobre o “fim”. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, Ele não anuncia tragédias para assustar ninguém. Jesus usa a linguagem apocalíptica — tão comum na Bíblia — não para causar medo, mas para abrir os olhos de quem vive acomodado. Apocalipse significa “revelação”: é Deus tirando o véu e mostrando o que precisa ser transformado. Jesus não quer nos paralisar com catástrofes, mas nos despertar para uma mudança que começa dentro de nós e alcança a sociedade inteira. Por isso Ele fala da queda do templo, orgulho religioso do povo, para revelar que certas estruturas — externas e internas — precisam mesmo cair. Há coisas na religião, na política, na família e no coração humano que já não sustentam vida, apenas peso. Quando Jesus diz que “não ficará pedra sobre pedra”, Ele está chamando cada discípulo a se libertar de tudo que impede o Reino de florescer: injustiças naturalizadas, fé manipulada, espiritualidade de fachada, medos que aprisionam. O fim que Jesus anuncia não é destruição, mas libertação: o fim do que oprime para que comece o que humaniza. É por isso que Ele nos pede perseverança. Não é uma espera passiva, mas uma firmeza ativa, corajosa, capaz de enfrentar conflitos e resistências. Quem caminha com Jesus inevitavelmente provoca mudanças — e isso incomoda. Haverá oposição, incompreensões e até rejeições, mas Ele garante: nenhuma vida entregue ao Evangelho será perdida. Pelo contrário: será reconstruída sobre bases novas. No penúltimo domingo do ano litúrgico, o convite é simples e profundo: deixar cair aquilo que já não faz sentido e permitir que Deus levante, dentro de nós e ao nosso redor, um mundo mais justo, fraterno e cheio de esperança. Esse é o verdadeiro “fim” que Jesus anuncia: o começo de uma vida nova.
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